Moda versus vestuário

Eai, você sabe diferenciar moda de vestuário? Sabe o que é moda e o que é vestuário? 

Cada um a sua maneira possuem papéis importantes no nosso dia a dia. Quando a gente se veste pela manhã quando acorda para ir ao trabalho, para a faculdade… tomamos decisões sobre como nos mostraremos para o mundo. Querendo ou não, o modo como nos vestimos diz para o mundo alguma coisa. 

Quando compramos roupas, o porque escolhemos aquela ao invés da outra, seja pela cor, pelo conforto ou utilidade, tomamos uma decisão. Mesmo inconscientemente estamos sempre tendo contato com o “mundo da moda”, e nos faz criar uma relação com as roupas. 

Acaba que temos sim uma relação próxima com as roupas, sapatos, acessórios, mas essa roupa do dia a dia é moda, é vestuário, é o que? 

Então vamos à diferença. Em termos simples, vestuário é algo que cobre e protege o corpo. Ele possui uma função, e esta prevalece sobre o estilo ou a forma estética. O clima e o meio, além dos valores culturais e sociais são muito importantes na determinação do vestuário. 

Para quem está começando os estudos sobre história do vestuário, este livro é bem interessante, muita ilustração. 

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Já a moda é governada por velozes e contínuas mudanças de estilo, materiais e detalhes. No vestuário reina a natureza básica e funcional, na moda reina o estilo!! A função da moda é oferecer ao consumidor uma tendência atual, mudanças a cada estação. 

Mas moda não é só isso, é algo muito mais complexo. Não é só lançar tendência e estilo, o designer da peça é muito importante. Outro detalhe importante é que o designer precisa se conectar ao consumidor estética e emocionalmente. Precisa contar uma história, ter uma identidade. 

Basicamente a diferença é essa. Claro que esse assunto pode ser muiito aprofundado, mas isso é assunto para um outro post. 😘

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História dos bordados

Bordados, bordados, bordados….todo mundo ama nas nossas roupas, acessórios, bolsas, sapatos, infinitas coisas… Mas você já parou para se perguntar como surgiu o bordado? Tudo tem sua história, surgiu de algo, e na moda também é assim, cada coisinha surgiu de alguma ideia.

Bordado são desenhos e figuras ornamentais criados à mão ou à máquina. Geralmente são feitos em tecidos, mas já vi bordados em madeira e são lindooss!!

A História mostra que o bordado se originou na Pré-História, logo após a descoberta da agulha (que eram feitas de ossos). Eles utilizavam agulhas e fios feitos de fibras vegetais ou animais para unir as roupas feitas de peles dos animais que caçavam.  Essa junção era feita com o ponto cruz.

Claro que por ser um material perecível e isto ter ocorrido a muitos anos os tecidos não se conservaram até nossa época, então, o que se sabe destes bordados mais antigos é através de monumentos antigos, esculturas, pinturas e gravuras que representavam os bordados.  

No Egito, o chanti, quando usada por faraós e membros importantes possuía bordados. Também foi encontrado em túmulos egípcios peças de tecidos cerzidos com ponto cruz. Nas civilizações que se desenvolveram nas margens do rio Eufrates o bordado foi muito utilizado. Em monumentos da Grécia antiga, algumas figuras possuem túnicas bordadas. Os hebreus também usavam bordados. Homero cita os bordados de Helena e de Andrômaca. Já Roma, no início, não tinha como característica de sua vestimenta os bordados, depois essa arte se expandiu pelo Império.  

A partir do século VII que o interesse pelo bordado se tornou sistemático no Ocidente. Nos séculos seguintes o bordado foi intensificado, as abadias e mosteiros se transformaram em verdadeiras oficinas de artesanato. No século XVI, difundiu-se o costume de bordar cenas semelhantes a pinturas, reproduzindo temas religiosos, históricos.
A Itália era o centro de todas as artes e seus bordados, assim como as pinturas, serviram de modelo para toda a Europa. O bordado, que até então era plano ou em relevo, tornou-se recortado e rendado, dando origem às rendas. Na Renascença, o bordado assumiu a condição de artesanato puramente decorativo. 
Em 1821, um operário francês inventou a primeira máquina de bordar. Porém, o aperfeiçoamento e a multiplicação do bordado fez com que no século XIX o bordado tivesse um certo declínio. Algo normal de se acontecer, visto que, tudo que é usado demais uma hora enjoa. Mas no final do século XIX, surgiu o movimento “Arts and Crafts” (“Artes e Ofícios”) que o revitalizou o bordado.  
No Brasil o bordado é bem valorizado. Rendas maravilhosas são feitas a mão no nordeste brasileiro. Vestidos de festas com bordados valem uma fortuna. Gostando ou não os bordados fazem a diferença em uma peça e são utilizados não apenas no vestuário, mas também na decoração, na arte, entre outros. 

 

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Moda praia com tecido biodegradável

Hoje sustentabilidade é um assunto que é discutido em diversas instâncias da sociedade, inclusive na moda. Toda essa discussão e preocupação acerca deste assunto já ocorre há um tempo e mudou o perfil do consumidor atual. Com isso o espaço para a sustentabilidade na moda cresce a cada dia.

É essencial, portanto, conhecer o que vem a ser sustentabilidade. Sustentabilidade segundo o wikipedia é:

“Sustentabilidade é uma característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo.[1] Ultimamente, este conceito tornou-se um princípio segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras. Este novo princípio foi ampliado para a expressão “sustentabilidade no longo prazo”, um “longo prazo” de termo indefinido.”

Traduzindo este conceito para a moda, pode-se dizer que moda sustentável é aquela que respeita o meio ambiente em todas as etapas da produção. É o trabalho com matérias-primas menos poluentes, a redução do desperdício, o uso racional da água (recurso natural muito necessário a indústria da moda), a não exploração da mão de obra (situação que ocorre com várias empresas têxteis), o incentivo a reutilização de roupas e outros produtos.

A conclusão a que se chega é que o design de moda pode atuar de diversas outras formas além do supra citado para promover mudanças necessárias para o desenvolvimento de produtos de moda de forma sustentável.

Alguns outros exemplos são a produção de produtos com fibras naturais, como o algodão orgânico e também com tecidos alternativos, como feitos com garrafa pet. Podem ser produzidas roupas também com retalhos de tecidos e com roupas descartadas. Outra opção é a produção a partir de matérias primas recicladas.

Um exemplo de produto de moda que traduz bem essa sustentabilidade e que dá título ao post são os maiôs e biquínis da marca Emi Beachwear, que utiliza tecido biodegradável. A designer e criadora da marca, Anna Luiza Vasconcelos, conta que o tecido biodegradável atinge muito menos a natureza. As mulheres gostam de comprar biquínis novos todo verão, então costumam ser descartados todo ano, gerando um excesso de produtos jogados no lixo.

Geralmente os biquínis e maiôs são feitos com tecidos sintéticos, que levam em média cerca de 100 a 300 anos para se decompor, isso é quase o tempo de vida de 3 gerações nossas.

O produto é feito com tecido inteligente, os fios dos tecidos sintéticos geralmente são encapados, já o usado nos biquínis e maiôs da Emi são desencapados. Desta forma, as bactérias conseguem se alimentar do tecido mais rapidamente.

Além de utilizarem tecido biodegradável a marca também reutiliza restos de tecidos para fazer saquinhos, travesseiros e nécessaires. Outro ponto importante a ser destacado é que os produtos são estampados e todo o processo de estamparia da marca é feito a mão, com tinta e pincel.

Foi enviado à marca um pequeno questionário para que a marca respondesse algumas perguntas sobre seu produto, assim, abaixo está disposto as perguntas e respostas.

1) No site vocês dizem “Nossos biquínis e maiôs têm DNA biodegradável, o tecido se decompõe após quatro anos se corretamente descartado em aterros sanitários.”. O que precisa ser feito para que o produto seja corretamente descartado nos aterros e assim possa se decompor?

R.: Apenas jogar no lixo, ele será levado até o aterro sanitário e lá as bactérias conseguem se alimentar dele facilmente, pois não é “encapado” como outros sintéticos.

2) Além dos tecidos biodegradáveis, na sua produção vocês utilizam mais algum material que possa se dizer ser sustentável?

R.: Reutilizamos restos de tecidos para fazer saquinhos, travesseiros e nécessaire.

3) A estamparia de todos os produtos é feita à mão?

R.: De 99% tem uma estampa que fizemos no computador, mas nosso maior prazer mesmo é pintar.

E claro, para finalizar, não podemos deixar de mostrar algumas fotos dos maiôs e biquínis para vocês, é de apaixonar!! E quando penso que são todos pintados a mão, fico :O

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Apaixonantes não é? ❤

Moda Limpa

E ai gente, como estão? Hoje vou falar um pouco sobre o Moda Limpa, que conheci no final de semana passado quando fui no Fashion Revolution em São Paulo. 

Lá, a Marina, estava nos contando um pouquinho sobre o Moda Limpa e como ele funciona. Foi criado pela Marina, Kaio e Júlio,que queriam melhorar a relação entre seres humanos e a Terra através da moda. 

É como se fosse uma agenda de fornecedores. Você entra no site e realiza uma busca para saber quais os fornecedores de tal matéria-prima, de tal produto, etc. Mas claro, todos os fornecedores são fornecedores de “moda limpa”, ou seja, cada um de sua maneira, produz produtos sustentáveis. 

Os fornecedores podem ser indicados ou eles próprios se cadastram no site. Claro que eles não tem um super controle de todos e tudo, e isso que é o legal. Nós, os próprios usuários, se sabemos que a empresa realmente fornece um produto legal, deixamos nosso comentário positivo. Agora, caso a gente descubra que aquele não é um fornecedor legal, deixamos um comentário negativo, e claro, explicando direitinho o porque aquele não pode ser considerado um fornecedor de moda limpa

Os objetivos do Moda Limpa, segundo o site deles são: 

  • Criar conexões e facilitar o contato entre as pessoas
  • Valorizar e dar mais visibilidade e oportunidade para fornecedores da indústria da moda com foco em sustentabilidade e ética
  • Incentivar a circulação de produtos e o trabalho de profissionais mais sustentáveis e/ou éticos
  • Disseminar conhecimentos de novas maneiras de produzir a moda
  • Incentivar o consumo consciente de produtos e serviços
  • Reduzir radicalmente o impacto ambiental e social da indústria da moda

  

 

 Vamos as definições das tags utilizadas por eles, que explicam cada tipo de moda limpa:

 Vegano:

Não utiliza nenhuma matéria prima de origem animal (exemplo: couro, seda, pêlo, pele, cascos, garras ou dentes, penas, cola a base de proteínas animais, etc).

Orgânico:

Limpo, cultivado sem agrotóxicos e sem fertilizantes químicos. Provêm de sistemas agrícolas baseados em processos naturais, que não agridem a natureza e mantêm a vida do solo intacta.

Justo:

Produtos comercializados por preços justos, pagando um valor justo aos trabalhadores, e todos os envolvidos na cadeia de produção. Também pode significar uma distribuição mais equilibrada dos lucros e pagamentos ao longo da cadeia de produção

Reciclagem:

Recuperação da parte reutilizável dos dejetos do sistema de produção ou de consumo, para reintroduzi-los no ciclo de produção de que provêm, através de transformação. Exemplo: fibras que foram descartadas na costura ou na tecelagem, quando misturadas a novas fibras viram um tecido novo, ou garrafas pet descartadas após seu uso, são trituradas e derretidas e misturadas a outras fibras se transformam em tecido.

Upcycling:

É o processo de transformar resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade. Utiliza materiais no fim de vida útil na mesma forma que ele está no lixo para dar uma nova utilidade. Exemplo: usar retalhos pequenos de tecidos para costurar gravatas borboleta.

Pequeno Produtor:

Produtor com poucos funcionários, ou sozinho, que trabalha em casa ou pequenos espaços, e que fornece em quantidades limitadas devido ao seu tamanho. Normalmente não tem pedidos fixos por mês, causando instabilidade e dificuldade no planejamento financeiro. Pode ser desde uma costureira que trabalha em casa, até uma pequena fábrica ou escritório com produção local. Pequeno pode ter tamanhos diferentes dependendo do setor de atuação, por isso não vamos colocar número mínimo de funcionários ou peças/mês. Hoje o considerados “pequenos produtores” somam mais de 10 milhões, entre microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. Além de 4,2 milhões de produtores rurais. Juntos, são eles que mais geram empregos no Brasil. Isso faz muita diferença para milhões de trabalhadores que tiveram o primeiro emprego em um pequeno negócio e para milhões de brasileiros que sustentam suas famílias a partir do trabalho em uma pequena empresa

Apoio a técnicas tradicionais:

Utiliza ou apoia técnicas de artesanato, manuais, ou que representem alguma tradição local, étnica ou de algum tipo de agrupamento social. Exemplo: pinturas a mão, rendas manuais, cerâmica, crochê e tricot, bordados manuais, tecelagem e tear de madeira manual, etc…)

Biodegradável:

Produtos que podem ser decompostos ou destruídos pela ação de agentes biológicos (microrganismos, bactérias etc.). Quando jogados no aterro sanitário, ou em algum ambiente específico para, se decompões e vira alimento para a terra, em um tempo hábil para que nosso planeta não seja abarrotado de lixos não decompostos.

Feito no Brasil:

Produtos, serviços e materiais que tenham a sua última etapa de produção no Brasil. Exemplo: Um tecido que foi tecido no Brasil com fio da Índia pode estar nessa classificação, pois ele usou matéria prima estrangeira porém o produto final foi produzido no Brasil.

Apoio a grupos vulneráveis:

Trabalhos com profissionais vulneráveis, geralmente sozinhos, que trabalham em casa e que não tem constância de pedidos. Nessa classificação podem entrar pessoas que trabalham sozinhas também, pois fazem parte do grupo social classificado como vulnerável. Cooperativas de costureiras também. Ao contactar um profissional que trabalha sozinho leve em conta o tempo de produção de cada peça e de um pedido, leve em consideração que trabalhando de casa eles têm questões como cuidar de filhos, da casa, entre outras, que podem interferir em horários de reunião ou entregas. Saiba ter cuidado ao tratar com essas pessoas, vamos re-criar as relações Cliente+Fornecedor, considerando o respeito como coisa mais importante nessa relação.

Social:

Nessa classificação se encaixam: sistema chamado “one to one”, em português “um por um” onde cada produto vendido gera uma doação, trabalhos voluntários, trabalhos com comunidades carentes , ajuda alguma ong e outros possíveis trabalhos sociais que uma empresa possa fazer atrelada ao seu serviço convencional.

Menor impacto ambiental:

Algum tipo de economia de água, energia, menor emissão de CO2, redução do descarte de resíduos e da geração de lixo. Sustentável de alguma maneira para o meio ambiente.

Educacional:

Tem a missão de disseminar o conhecimento e a informação sobre a moda sustentável, novos comportamentos de consumo, apresentar soluções e engajar pessoas.

 

Aqui estão o facebook e o site deles, vale a pena conferir: 

https://www.facebook.com/modalimpa/

modalimpa.com.br

Fashion Revolution Week 2017

“Fashion Revolution Week é a semana mundial que celebra os trabalhadores da indústria da moda, e relembra o desastre da queda do Rana Plaza em Bangladesh dia 24 de abril de 2013.”

Está ocorrendo em diversas cidades ao redor do mundo. Em São Paulo ocorre entre os dias 24/04 a 30/04, vale a pena conferir!! 

O evento que este ano traz como tema “Money Fashion Power” discutindo o fluxo de dinheiro na cadeia produtiva na moda. Terá rodas de conversas, oficinas, espaço Rede, exposição e muito mais.

Abaixo, toda a programação:

PREVIEW DA PROGRAMAÇÃO

24/04 – ABERTURA

Mesa de debate
19H – Money Fashion Power

Exposição
19H- Fashion Power

25/04 a 29/04 – EXPOSIÇÃO
10H às 21H – Fashion Power

29/04 – EVENTO OFICIAL
11H – Educação para um Futuro Sustentável
13H- Design para a Sustentabilidade
15H – Jornalismo e Comunicação Conscientes
18H – Moda nas Novas Economias

11H às 20H – Espaço Rede

14H/ 16:30H/ 18:30H – Talk Rede

Oficinas
10:30H – Coletivo.NaLã
13H e 16:30H – Costura Mirim (11-97466-6443/ contato@costuramirim.com.br)
14:30H – Upcycling de Roupas (https://goo.gl/PZu9Sk)
15H – Tricô de Braço (http://www.cinese.me/encontros/trico-de-braco-fashion-revolution-week)
16:30H – Oficina Indigo Natural + Shibori (http://www.cinese.me/encontros/oficina-indigo-natural-shibori)

11H às 18H – Bazar de Trocas Trocaria

A partir das 12:30H
– Live Painting
– Perfomance

 

 

O evento é gratuito. Vale muito a pena conferir!! 

Beijos :*

Série Designers: Agnès B.

Agnès Troublé nasceu em 1941, em Versalhes, na França. Ela estudou na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts em Paris.

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Começou sua carreira no mundo fashion como redatora da edição francesa da Elle. Depois de 02 anos resolveu largar o mundo editorial e passou a colaborar como desenhista, buyer e assessora de imprensa para a cadeia de butiques Dorothée Bis.

Entre 1965 e 1966 era colaborada como estilista independente para várias marcas como Limitex, Pierre d’Alby, VdeV e Eversbin. Também em 1966 fundou a Comptoir Mondial de Création, a antecessora de sua marca Agnès B.

Em 1981 passou a desenhar também roupas para homens, depois de ver vários experimentando os seus paletós criados para mulheres.

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Sua primeira butique foi aberta em 1975, em Paris, no bairro Les Halles e de um jeito muito divertido. Foi aberta em um velho açougue, que ela mesma com a ajuda de seus amigos adaptaram para que se transformasse em sua boutique, com um decor de ambiente rústico e piso de lajotas brancas e pretas. Sua boutique possui também um espaço excêntrico para os filhos de seus clientes brincarem onde um aviário está posicionado sob o teto. :O

Pode-se perceber esse estilo todo diferenciado de Agnès através de seus vários outros “hobbys”…ela é também fotógrafa, produtora de cinema, colecionadora de arte, possui uma empresa de produções cinematográficas,uma revista de arte moderna e uma livraria-galeria de arte.

Logo sua marca se tornou um sucesso e abriu várias outras lojas e em 1981 criou também sua linha masculina. E hoje sua marca conta com mais de 200 lojas espalhadas por todo o mundo.

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Leonardo di Caprio veste as roupas da estilista.

O estilo de sua marca é de peças práticas e de preço acessível, o shape é inspirado em linhas limpas e simples.  Ela gosta de simplesmente desenhar vestidos, sua única preocupação é que as pessoas vistam uma roupa confortável. Agnès não se preocupa em seguir as tendências e criá-las.

Agnes B, Fashion Show, Ready To Wear Collection Fall Winter 2016 in Paris
Agnes B, Fashion Show, Ready To Wear Collection Fall Winter 2016 in Paris

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A estilista se inspira nas pessoas, na originalidade das ruas. Suas roupas são modernas, elegantes, simples e atemporais e com modelagem precisa.

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Série Designers: Gilbert Adrian

Gilbert Adrian nasceu em 1903, em Connecticut, e frequentou a New York School of Fine and Applied Arts. O estilista teve seu primeiro trabalho como figurinista nos teatros da Broadway.  Já em 1924, foi contratado para fazer o figurino do filme mudo “Noite de Núpcias”. O sucesso foi tanto que em 1928 já era figurinista em Hollywood.

Vestiu atrizes famosas como Greta Garbo, Joan Crawford e Jean Harlow.

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Greta Garbo no filme Mata Hari,1931. 

No filme Mata Hari, Adrian criou uma obra-prima para o figurino de Greta Garbo. É dele também o figurino dos filmes Letty Lynton, Jantar às Oito, O Grande Ziegfeld, A Dama das Camélias, Maria Antonieta, Ninotchka e em As mulheres.

Os famosos sapatinhos vermelhos de Dorothy em O Mágico de Oz foram criados por Adrian e estão expostos hoje no Smithsonian de Washington.

Inaugurou sua etiqueta em 1941, onde repropôs os figurinos criados para o cinema, mas de uma forma mais usual, com materiais menos requintados. Entretanto, após a 2ª Guerra, as divas de Hollywood foram substituídas pelas “garotas de suéter”, que utilizavam um guarda-roupa mais básico, assim em 1947, Adrian começou a declinar. Ele se mudou para o Brasil e continuou a produzir até 1959, ano em que faleceu.

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Série Designers: Haider Ackermann

Nascido em 1971, Haider Ackermann é colombiano, de Santa Fé de Bogotá, mas foi adotado por uma família francesa e passou por diversos países até sua família parar, em 1983, na Holanda.

Ackermann trabalhou em 1998 para John Galliano e também como assistente de Wim Neels. Frequentou uma prestigiada Academia de artes na Bélgica, a Royal Academy of Fine Arts de Antuérpia, porém não concluiu seus estudos.

Incentivado pela família e por um amigo lançou sua primeira coleção em 2001. Foi bem sucedida, encantou a mídia, os compradores e também a empresa italiana Ruffo, onde se tornou responsável pelo setor de pesquisa. Já em 2005 Haider passou a desenhar para o grupo belga BVBA 32.

Tilda Swinton era sua musa, mas grandes atrizes já usavam suas criações nos tapetes vermelhos.

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O que define o estilo de Ackermann são seus sensuais drapeados e suas criações complexas em que chiffon, cetim, pele e lã convivem entre si, muito bem aliás ;). Os tecidos se sobrepõem de um modo encantadoramente casual. Suas roupas possuem uma silhueta alongada e andrógina, inspiradas, segundo o designer nas esculturas de Alberto Giacometti.

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Sua inspiração vem de suas viagens pelo mundo. Haider tem a visão de um mundo sem fronteiras!!

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Ackermann é considerado por alguns como uma visão para o futuro e recebeu de Lagerfeld em 2012 o Fashion Group International Award!!

Definitivamente uma inspiração!!

 

 

 

Série Designers: Ricardo Almeida

Ricardo Almeida, designer brasileiro e olha que legal a sua história…Ricardo era piloto de motovelocidade e procurava patrocínio numa camisaria, quando ao invés de patrocínio conseguiu um emprego como representante de vendas.

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Assim ele aprendeu sobre modelagem e passou a dar seus toques nas peças, como trocando as cores das golas e acrescentando detalhes.

O estilista fez suas primeiras peças pensadas para mulheres, mas ficou conhecido pelo guarda-roupa masculino, se consolidando como o maior nome brasileiro da alfaiataria de luxo para homens.

Abriu suas primeiras lojas nos anos 1990 e a partir de 1996 começou a participar de diversas edições do São Paulo Fashion Week.

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O homem que inspira Ricardo Almeida é o personagem de Richard Gere no filme Uma Linda Mulher, que gosta de elegância, de estar alinhado, de vestir tecidos de luxo, mas sem perder o ar de rebeldia.

Uma das maiores qualidades do seu estilo é ter a capacidade de fazer ternos que deixem homens com medidas comuns longilíneos.

Ele possui, desde 2012, a coleção Ricardo Almeida For Special Ladies ,que cresceu aos poucos e hoje possui espaço cativo nas suas lojas. Além disso, Almeida ainda possui linhas de tênis e sapatos, jeans, peças mais esportivas, ternos prêt-à-porter e um serviço especial para noivos.

Um caso de sucesso da moda brasileira!!!

 

 

 

 

Série Designers: Azzedine Alaïa

Oii!! Hoje começo uma série de posts sobre Fashion Designers. Hoje vou começar com Azzedine Alaïa, um estilista tunisino, que se tornou muito conhecido nos anos 80.

Azzedine Alaïa nasceu em Túnis, na Tunísia, em 1940 e cursou escultura na Academia de Belas Artes. Em 1957 ele se transferiu para Paris. Trabalhou para a Dior por 05 dias (ahaaam!!!).

Iniciou sua carreira com Guy Laroche, onde trabalhou até 1959. Enquanto isso, Azzedine também trabalhava como mordomo e como costureiro pessoal de mulheres nobres.

Alaïa criou uma linha própria e suas clientes o acompanharam, assim como algumas famosas caíram aos encantos de suas roupas de caimento único, como Greta Garbo e Claudette Colbert.

Em 1979 lançou sua primeira linha prêt-à-porter (pronto para usar) e em 1982 desfilou em Nova York, introduzindo no mundo da moda aquela silhueta enfaixada por tecidos stretch, que viria a ser sua marca estilística.

Em 1985 foi reconhecido como melhor designer do ano pelo Oscar da moda. Porém, da segunda metade dos anos 90 Azzedine sumiu um pouco, retornando apenas em 2000, quando passou à colaborar com o Grupo Prada, trazendo de volta suas “deusas enfaixadas”.

Suas coleções atuais são mais sóbrias, com variadas interpretações relacionadas às pregas, utilizando materiais que vão do tricô ao couro.

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Algumas curiosidades:

  • Azzedine trabalha sobre modelos, ele não usa manequins, gosta de montar a roupa em corpos vivos e em movimento;
  • É mestre absoluto do corte, do drapeado e da construção. Suas roupas são verdadeiros quebra-cabeças, constituídas por diversos moldes de tecidos e uma sequência de montagem extremamente complicada.